Duas turistas francesas são assassinadas no norte da Argentina
DA FRANCE PRESSE, EM BUENOS AIRES
Duas turistas francesas foram encontradas mortas por tiros em uma região turística da província argentina de Salta (norte), informou uma fonte judicial neste sábado.
"São duas garotas francesas, uma com tiro de bala nas costas e outra na cabeça e com sinais de terem sido abusadas sexualmente", informou o encarregado do caso, juiz Martín Pérez, em declarações ao canal TN.
Os corpos das mulheres, ambas de 30 anos, foram encontrados por turistas argentinos que realizavam uma caminhada pelo cerro San Lorenzo, 12 km a oeste da capital de Salta, 1.600 km ao norte de Buenos Aires.
"Vamos colocar à disposição do juiz toda a logística do governo, Salta precisa urgentemente do esclarecimento desse fato", disse o governador da província, Juan Manuel Uturbey, em coletiva de imprensa.
Uturbey explicou que a identidade das vítimas já é conhecida, apesar de não tê-las tornado públicas, e adiantou que o governo "colocará todo o necessário à disposição dos familiares" para que possam viajar a Salta.
O governador afirmou que a região onde os corpos foram encontrados é um local explorado por "uma empresa habilitada pelo Ministério do Turismo e pelo município de San Lorenzo".
O magistrado admitiu que os escassos habitantes do local "habitualmente estão armados, mas com espingardas, que utilizam para caças, mas a bala encontrada em uma das jovens é de calibre 22", uma arma de pequeno porte.
A descoberta ocorreu na noite de sexta-feira, quando turistas argentinos que realizavam uma caminhada pelo local viram um dos corpos e avisaram a polícia, que ao percorrer a região encontrou a outra vítima em um barranco próximo.
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sábado, 30 de julho de 2011
Cuba extingue proibição de venda de eletrodomésticos de alto consumo
DA EFE
O governo cubano acabou com a proibição que vigorava desde 2003 para as vendas de equipamentos eletrodomésticos de alto consumo, como aparelhos de ar condicionado, fornos e duchas, em resposta às necessidades da população e do setor de trabalho privado.
Uma agência de notícias oficial informou hoje a medida do Ministério de Comércio Interior, explicando que as medidas são direcionadas a atender a demanda da população e dos trabalhadores.
A lista de produtos inclui uma equipamentos elétricos usados em serviços de alimentação, como fogões, fornos, fritadeiras, cafeteiras, panelas e fogões. Também passam a ser vendidos condicionadores de ar, chuveiros elétricos e aquecedores elétricos.
Em 2008, o governo do presidente Raúl Castro suspendeu a proibição para cubanos para comprar eletrodomésticos, como computadores, aparelhos de vídeo de todos os tipos, panelas de pressão e arroz, bicicletas e alarmes de carro como parte de sua política para acabar com o excesso de proibições.
A nova resolução faz parte da expansão do trabalho privado em Cuba, uma das principais reformas econômicas promovidas pelo governo para "atualizar" o modelo socialista e superar a crise que se arrastou desde o colapso do bloco socialista europeu.
DA EFE
O governo cubano acabou com a proibição que vigorava desde 2003 para as vendas de equipamentos eletrodomésticos de alto consumo, como aparelhos de ar condicionado, fornos e duchas, em resposta às necessidades da população e do setor de trabalho privado.
Uma agência de notícias oficial informou hoje a medida do Ministério de Comércio Interior, explicando que as medidas são direcionadas a atender a demanda da população e dos trabalhadores.
A lista de produtos inclui uma equipamentos elétricos usados em serviços de alimentação, como fogões, fornos, fritadeiras, cafeteiras, panelas e fogões. Também passam a ser vendidos condicionadores de ar, chuveiros elétricos e aquecedores elétricos.
Em 2008, o governo do presidente Raúl Castro suspendeu a proibição para cubanos para comprar eletrodomésticos, como computadores, aparelhos de vídeo de todos os tipos, panelas de pressão e arroz, bicicletas e alarmes de carro como parte de sua política para acabar com o excesso de proibições.
A nova resolução faz parte da expansão do trabalho privado em Cuba, uma das principais reformas econômicas promovidas pelo governo para "atualizar" o modelo socialista e superar a crise que se arrastou desde o colapso do bloco socialista europeu.
Líderes turcos negam crise após renúncia coletiva de generais
DA REUTERS, EM ISTAMBUL
Para os líderes políticos turcos o sábado foi um dia como os outros, negando qualquer crise ou simplesmente não mencionando a renúncia dos quatro principais comandantes militares do país.
O general Isik Kosaner, chefe do comando geral, se demitiu na sexta-feira seguido pelos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em protesto contra a detenção de 250 oficiais, sob acusação de conspirar contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Mais de 40 generais na ativa, quase um décimo dos comandantes seniores da Turquia, estão detidos no momento, acusados de vários complôs para derrubar o partido governista AK de Erdogan.
As relações entre os militares resolutamente secularistas e o socialmente conservador Partido Justiça e Desenvolvimento (AK) do premiê são tensas desde que ele assumiu o poder em 2002 devido à desconfiança das raízes islâmicas da agremiação de Erdogan.
A saída dos generais causou tumulto entre os militares e consternação no mercado financeiro, mas pode se mostrar uma oportunidade para Erdogan ampliar sua autoridade sobre as outrora dominantes forças armadas turcas, as segundas maiores da Otan.
O presidente Abdullah Gul, ele mesmo um ex-membro do AK, fez pouco caso do significado das renúncias.
"Ninguém deveria ver isto como algum tipo de crise ou problema persistente na Turquia", disse Gul aos repórteres neste sábado.
"Indubitavelmente, os eventos de ontem foram uma situação extraordinária em si mesmo, mas tudo segue seu rumo."
Erdogan disse em um discurso pré-gravado transmitido no sábado que sua prioridade é levar adiante os planos de uma nova constituição, que segundo ele irá impulsionar a democracia, e não mencionou as demissões das altas patentes.
"Acredito que nossa maior tarefa é preparar uma nova constituição, democrática e liberal, sem limitações e ao encontro das necessidades de hoje", afirmou o premiê no discurso à nação. Não ficou claro quando a gravação foi feita.
Em uma mensagem de despedida aos irmãos de armas, Kosaner declarou ser impossível continuar em seu posto sem poder proteger os direitos de seus homens, que foram detidos em consequência do que chamou de um processo judicial falho.
"É impossível aceitar sua detenção como se estivesse alinhada com os princípios da lei universal, da justiça e dos valores morais", disse Kosaner.
DA REUTERS, EM ISTAMBUL
Para os líderes políticos turcos o sábado foi um dia como os outros, negando qualquer crise ou simplesmente não mencionando a renúncia dos quatro principais comandantes militares do país.
O general Isik Kosaner, chefe do comando geral, se demitiu na sexta-feira seguido pelos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em protesto contra a detenção de 250 oficiais, sob acusação de conspirar contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Mais de 40 generais na ativa, quase um décimo dos comandantes seniores da Turquia, estão detidos no momento, acusados de vários complôs para derrubar o partido governista AK de Erdogan.
As relações entre os militares resolutamente secularistas e o socialmente conservador Partido Justiça e Desenvolvimento (AK) do premiê são tensas desde que ele assumiu o poder em 2002 devido à desconfiança das raízes islâmicas da agremiação de Erdogan.
A saída dos generais causou tumulto entre os militares e consternação no mercado financeiro, mas pode se mostrar uma oportunidade para Erdogan ampliar sua autoridade sobre as outrora dominantes forças armadas turcas, as segundas maiores da Otan.
O presidente Abdullah Gul, ele mesmo um ex-membro do AK, fez pouco caso do significado das renúncias.
"Ninguém deveria ver isto como algum tipo de crise ou problema persistente na Turquia", disse Gul aos repórteres neste sábado.
"Indubitavelmente, os eventos de ontem foram uma situação extraordinária em si mesmo, mas tudo segue seu rumo."
Erdogan disse em um discurso pré-gravado transmitido no sábado que sua prioridade é levar adiante os planos de uma nova constituição, que segundo ele irá impulsionar a democracia, e não mencionou as demissões das altas patentes.
"Acredito que nossa maior tarefa é preparar uma nova constituição, democrática e liberal, sem limitações e ao encontro das necessidades de hoje", afirmou o premiê no discurso à nação. Não ficou claro quando a gravação foi feita.
Em uma mensagem de despedida aos irmãos de armas, Kosaner declarou ser impossível continuar em seu posto sem poder proteger os direitos de seus homens, que foram detidos em consequência do que chamou de um processo judicial falho.
"É impossível aceitar sua detenção como se estivesse alinhada com os princípios da lei universal, da justiça e dos valores morais", disse Kosaner.
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