Na Bolívia, Morales decide legalizar carros contrabandeados
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu legalizar veículos sem documentação regular que circulam pelo país, muitos dos quais ingressaram via contrabando de países vizinhos.
Morales promulgou anteontem a lei que dá prazo de 15 dias, a partir de ontem, para o registro legal dos carros sem documentação. O processo custará entre US$ 2.000 (R$ 3.164) e US$ 3.000 (R$ 4.746) por veículo para o interessado.
A estimativa divulgada pelo governo é de que haja cerca de 10 mil carros nessas condições e que a adesão ao processo de legalização gere uma arrecadação aproximada de US$ 5 milhões (R$ 7,9 milhões) aos cofres públicos.
Na iniciativa privada, porém, estima-se a existência de até 120 mil veículos irregulares na Bolívia e uma provável arrecadação de até US$ 100 milhões (R$ 158 milhões) por parte do governo.
O governo diz que rechaçará a legalização de veículos que sejam produto de roubo.
A medida causou polêmica. Muitos veem nela um incentivo à criminalidade. Em retaliação, o sindicato dos motoristas da Bolívia anunciou greve de 24 horas a partir de segunda-feira.
"Milhares de carros sem documentos estão entrando no país nas últimas horas para tirar proveito da lei", disse o secretário do sindicato Néstor Garnica.
Jornais bolivianos relatam "uma forte atividade na fronteira com o Chile, onde os proprietários estão buscando rotas alternativas" para chegar ao país.
Morales justificou sua decisão dizendo que ela beneficia a "gente pobre". "Todos nós temos o direito de ter um carro", disse. Ele pediu que essa não se transforme numa "questão de Estado".
MULTA
O Ministério do Trabalho boliviano anunciou que multará quem não cumprir o feriado criado por Morales para celebrar o dia 21 de junho, o Ano Novo da tribo indígena aimará, da qual ele faz parte.
A população indígena aimará celebra no próximo dia 21 de junho o Ano Novo na cidade antiga de Tiahuanaco, a 70 km de La Paz.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Brotos alemães são causa de surto de bactéria, dizem investigadores
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Autoridades sanitárias alemãs indicaram nesta sexta-feira que brotos de vegetais cultivados em uma pequena área agrícola em Bienenbüttel, na Alemanha, são responsáveis pela disseminação da bactéria E.coli, que já matou ao menos 30 pessoas -- 29 na Alemanha e uma na Suécia-- e infectou quase 3.000 pessoas.
As informações foram divulgadas pelos porta-vozes do Instituto Robert Koch (RKI) e do Instituto Federal de Avaliação de Riscos em coletiva de imprensa.
"Foi possível determinar que a causa do surto foram os brotos", disse Reinhard Burger, do RKI. "As pessoas que consumiram esses produtos tiveram nove vezes mais probabilidade de sofrer de diarreia com sangue [um dos principais sintomas da infecção] do que aquelas que não consumiram", acrescentou.
Os porta-vozes anunciaram também que, após a confirmação, foi suspenso no país o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus.
"Alfaces, tomates e pepinos já podem ser consumidos normalmente, são produtos saudáves", disse Andreas Hensel, do Instituto Federal de Avaliação de Riscos.
Burger afirmou ainda que é possível que os brotos contaminados já tenham sido consumidos ou jogados fora, mas deixou claro que a crise não acabou e que as pessoas não devem ingerir os brotos.
A fazenda na vila de Bienenbuettel, no norte da Alemanha, que foi apontada como foco de disseminação foi fechada e seus produtos foram apreendidos, mas, segundo os investigadores, não é possível determinar se tais alimentos estão sendo servidos em restaurantes e cafés.
Há também a possibilidade de que outras fazendas da região tenham sido afetadas pela E.coli, de acordo com as equipes de cientistas.
Burger disse, no entanto, que o número de doentes pela infecção de "E. coli" vem caindo e novamente fez uma chamada à população para que observe as mínimas normas de higiene no manejo de verduras e outros alimentos crus.
Em 25 de maio, os dois institutos tinham advertido oficialmente contra o consumo das citadas verduras para saladas com base nos interrogatórios a que foram submetidos os pacientes internados com a infecção de "E. coli".
ESPANHA
Nesta quinta-feira, a Espanha conseguiu o apoio alemão para tentar reconquistar a boa reputação de suas hortaliças. Autoridades espanholas disseram que a Alemanha lamentou as suas primeiras e precipitadas declarações que acusavam os pepinos provenientes daquele país de propagarem a doença.
O governo alemão se comprometeu a esforçar-se para recuperar o prestígio dos produtos agrícolas espanhóis afetados pela crise sanitária na Europa", afirmou Diego Lopez Garrido, secretário de Estado espanhol para a UE, após reunir-se com seu homólogo alemão, Werner Hoyer.
Lopez Garrido disse que a Alemanha dará apoio a uma campanha de promoção dos produtos agrícolas espanhóis que está sendo organizada em Madri para "recuperar o prestígio, a qualidade e a credibilidade dos produtos".
Hoyer "lamentou profundamente" e "expressou insatisfação" pelos danos causados ao setor agrícola espanhol, que se viu "especialmente afetado pelas primeiras declarações que acusaram os pepinos pela origem das contaminações", garantiu o espanhol.
SURTO
O atual surto foi causado por uma variedade supertóxica de E. coli, que normalmente pode ser encontrada nas fezes de humanos e animais e pode se espalhar com maus hábitos de higiene desde a fazenda até o preparo do alimento.
Mais de 3.000 pessoas em 12 países já apresentaram sintomas de infecções intestinais provocadas pela bactéria. Quase todos os casos registrados fora da Alemanha são de pessoas que moram ou viajaram ao país. Ao menos 30 pessoas morreram, 29 na Alemanha e uma na Suécia.
O EHEC tem um período de incubação médio de três a quatro dias e a maioria de pacientes se recupera em dez dias. Mas em uma pequena parte dos pacientes --principalmente crianças e idosos-- a infecção pode levar à Síndrome Hemolítico-Urêmica (SUH), causada por uma toxina específica desta variedade de E.coli que destrói hemácias (células vermelhas do sangue) e provoca insuficiência renal.
"Isso explica por que muitos pacientes que já superaram a fase diarreica apresentam depois graves sintomas neurológicos", disse Greinacher.
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Autoridades sanitárias alemãs indicaram nesta sexta-feira que brotos de vegetais cultivados em uma pequena área agrícola em Bienenbüttel, na Alemanha, são responsáveis pela disseminação da bactéria E.coli, que já matou ao menos 30 pessoas -- 29 na Alemanha e uma na Suécia-- e infectou quase 3.000 pessoas.
As informações foram divulgadas pelos porta-vozes do Instituto Robert Koch (RKI) e do Instituto Federal de Avaliação de Riscos em coletiva de imprensa.
"Foi possível determinar que a causa do surto foram os brotos", disse Reinhard Burger, do RKI. "As pessoas que consumiram esses produtos tiveram nove vezes mais probabilidade de sofrer de diarreia com sangue [um dos principais sintomas da infecção] do que aquelas que não consumiram", acrescentou.
Os porta-vozes anunciaram também que, após a confirmação, foi suspenso no país o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus.
"Alfaces, tomates e pepinos já podem ser consumidos normalmente, são produtos saudáves", disse Andreas Hensel, do Instituto Federal de Avaliação de Riscos.
Burger afirmou ainda que é possível que os brotos contaminados já tenham sido consumidos ou jogados fora, mas deixou claro que a crise não acabou e que as pessoas não devem ingerir os brotos.
A fazenda na vila de Bienenbuettel, no norte da Alemanha, que foi apontada como foco de disseminação foi fechada e seus produtos foram apreendidos, mas, segundo os investigadores, não é possível determinar se tais alimentos estão sendo servidos em restaurantes e cafés.
Há também a possibilidade de que outras fazendas da região tenham sido afetadas pela E.coli, de acordo com as equipes de cientistas.
Burger disse, no entanto, que o número de doentes pela infecção de "E. coli" vem caindo e novamente fez uma chamada à população para que observe as mínimas normas de higiene no manejo de verduras e outros alimentos crus.
Em 25 de maio, os dois institutos tinham advertido oficialmente contra o consumo das citadas verduras para saladas com base nos interrogatórios a que foram submetidos os pacientes internados com a infecção de "E. coli".
ESPANHA
Nesta quinta-feira, a Espanha conseguiu o apoio alemão para tentar reconquistar a boa reputação de suas hortaliças. Autoridades espanholas disseram que a Alemanha lamentou as suas primeiras e precipitadas declarações que acusavam os pepinos provenientes daquele país de propagarem a doença.
O governo alemão se comprometeu a esforçar-se para recuperar o prestígio dos produtos agrícolas espanhóis afetados pela crise sanitária na Europa", afirmou Diego Lopez Garrido, secretário de Estado espanhol para a UE, após reunir-se com seu homólogo alemão, Werner Hoyer.
Lopez Garrido disse que a Alemanha dará apoio a uma campanha de promoção dos produtos agrícolas espanhóis que está sendo organizada em Madri para "recuperar o prestígio, a qualidade e a credibilidade dos produtos".
Hoyer "lamentou profundamente" e "expressou insatisfação" pelos danos causados ao setor agrícola espanhol, que se viu "especialmente afetado pelas primeiras declarações que acusaram os pepinos pela origem das contaminações", garantiu o espanhol.
SURTO
O atual surto foi causado por uma variedade supertóxica de E. coli, que normalmente pode ser encontrada nas fezes de humanos e animais e pode se espalhar com maus hábitos de higiene desde a fazenda até o preparo do alimento.
Mais de 3.000 pessoas em 12 países já apresentaram sintomas de infecções intestinais provocadas pela bactéria. Quase todos os casos registrados fora da Alemanha são de pessoas que moram ou viajaram ao país. Ao menos 30 pessoas morreram, 29 na Alemanha e uma na Suécia.
O EHEC tem um período de incubação médio de três a quatro dias e a maioria de pacientes se recupera em dez dias. Mas em uma pequena parte dos pacientes --principalmente crianças e idosos-- a infecção pode levar à Síndrome Hemolítico-Urêmica (SUH), causada por uma toxina específica desta variedade de E.coli que destrói hemácias (células vermelhas do sangue) e provoca insuficiência renal.
"Isso explica por que muitos pacientes que já superaram a fase diarreica apresentam depois graves sintomas neurológicos", disse Greinacher.
Cidade inglesa admite estar despreparada para ataque de zumbis
DA BBC BRASIL
A Prefeitura da cidade inglesa de Leicester admitiu estar despreparada para um eventual ataque de zumbis.
A admissão ocorreu devido ao pedido de um morador que se identificou como "cidadão preocupado".
Ele enviou uma carta à prefeitura afirmando que um ataque do gênero seria uma possibilidade para a qual as autoridades deveriam estar preparadas.
"Os senhores poderiam por favor me informar quais as medidas adotadas em caso de uma invasão de zumbis?", escreveu o cidadão.
"Tendo visto vários filmes, está claro que as preparações para um evento deste são falhas, e as prefeituras do reino deveriam se precaver. Por favor, forneçam qualquer informação que vocês possuam", completou.
PRÉDIOS MAL-ASSOMBRADOS
"Já tivemos alguns (pedidos) extravagantes antes, mas este provocou risos", disse a responsável pelo departamento de Comunicação da prefeitura, Lynn Wyeth.
Ela disse ter respondido que não estava ciente de nenhum preparativo específico para um ataque de zumbis, mas afirmou que alguns elementos presentes nos planos emergenciais da prefeitura poderiam ser adaptados caso a situação ocorra.
Segundo ela, a prefeitura já teve outras solicitações estranhas, como pedidos de informações sobre quais seriam os prédios mal-assombrados da cidade e sobre a ocorrência de atividades paranormais em Leicester.
"Isto pode parecer frívolo e uma perda de tempo, mas para alguns tem significado. Todos têm seus interesses e motivos para fazer este tipo de perguntas", afirmou Wyeth.
DA BBC BRASIL
A Prefeitura da cidade inglesa de Leicester admitiu estar despreparada para um eventual ataque de zumbis.
A admissão ocorreu devido ao pedido de um morador que se identificou como "cidadão preocupado".
Ele enviou uma carta à prefeitura afirmando que um ataque do gênero seria uma possibilidade para a qual as autoridades deveriam estar preparadas.
"Os senhores poderiam por favor me informar quais as medidas adotadas em caso de uma invasão de zumbis?", escreveu o cidadão.
"Tendo visto vários filmes, está claro que as preparações para um evento deste são falhas, e as prefeituras do reino deveriam se precaver. Por favor, forneçam qualquer informação que vocês possuam", completou.
PRÉDIOS MAL-ASSOMBRADOS
"Já tivemos alguns (pedidos) extravagantes antes, mas este provocou risos", disse a responsável pelo departamento de Comunicação da prefeitura, Lynn Wyeth.
Ela disse ter respondido que não estava ciente de nenhum preparativo específico para um ataque de zumbis, mas afirmou que alguns elementos presentes nos planos emergenciais da prefeitura poderiam ser adaptados caso a situação ocorra.
Segundo ela, a prefeitura já teve outras solicitações estranhas, como pedidos de informações sobre quais seriam os prédios mal-assombrados da cidade e sobre a ocorrência de atividades paranormais em Leicester.
"Isto pode parecer frívolo e uma perda de tempo, mas para alguns tem significado. Todos têm seus interesses e motivos para fazer este tipo de perguntas", afirmou Wyeth.
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