"Gaddafi perdeu a legitimidade e deve sair", diz Obama
DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a condenar nesta quinta-feira, em Washington, a repressão aos manifestantes antirregime na Líbia e reafirmou que o ditador do país, Muammar Gaddafi, perdeu a legitimidade e deve deixar o poder.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou que irá investigar Gaddafi e membros de seu círculo mais próximo --incluindo seus filhos-- por possíveis crimes contra a humanidade que teriam sido cometidos na repressão à revolta.
Em entrevista coletiva ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, Obama afirmou que os EUA continuam "indignados" com a violência cometida contra o povo líbio, e que o país está liderando esforços internacionais para evitar mais violência.
"A violência deve parar. Gaddafi perdeu sua legitimidade para liderar e deve sair", afirmou Obama. "As aspirações do povo líbio por liberdade, democracia e dignidade devem ser atendidas."
A maior prioridade neste momento, segundo Obama, é tirar dezenas de milhares de pessoas que tentam deixar a Líbia devido aos violentos confrontos entre forças leais a Gaddafi e rebeldes opositores.
O presidente explicou que os EUA usarão aviões militares para ajudar na retirada de estrangeiros. "Aprovei, em consequência [das milhares de pessoas que tentam sair da Líbia], o uso de aviões militares americanos para ajudar a voltar ao Egito os egípcios que fugiram para a fronteira da Tunísia".
Obama autorizou ainda o fretamento de aviões civis adicionais para ajudar pessoas de outras nacionalidades a voltar para seus países. O presidente afirmou também que está direcionando assistência humanitária para a fronteira da Líbia.
A afirmação de Obama sobre a perda de legitimidade de Gaddafi foi feita em um dia em que rebeldes antigoverno fortaleceram seu controle sobre a estratégica instalação petrolífera de Brega, no leste da Líbia, após terem repelido forças pró-Gaddafi no dia anterior. Nesta quinta-feira, aviões militares voltaram a bombardear a cidade.
Para o presidente americano, os EUA e a comunidade internacional devem estar prontos para agir rapidamente se confrontados com uma crise humanitária ou para impedir a violência contra civis na Líbia.
Ele também disse que seu governo está preparando uma grande gama de opções sobre o país do norte da África.
INVESTIGAÇÃO
Também nesta quinta-feira, o promotor Luis Moreno Ocampo, do TPI, afirmou que irá investigar Gaddafi e seu círculo mais próximo --incluindo alguns de seus filhos-- por possíveis crimes contra a humanidade que teriam sido cometidos na violenta repressão contra manifestantes antigoverno, que pedem o fim de seu regime.
Ocampo disse que as forças de segurança de Gaddafi têm atacado manifestantes pacíficos em diversas cidades do país desde 15 de fevereiro, e que o mandatário e seus aliados têm comando formal ou de fato sobre essas forças.
O promotor afirmou que não haverá "impunidade" na Líbia.
'Quero ser claro: se as tropas deles cometem crimes, eles podem ser criminalmente responsáveis', afirmou Ocampo à emissora de TV americana CNN.
Trata-se da primeira vez que o TPI irá investigar denúncias ao mesmo tempo em que elas estão ocorrendo. As alegações que serão investigadas incluem morte de manifestantes desarmados, deslocamento forçado, detenção ilegal e ataques aéreos contra civis.
O TPI começou a funcionar em 2002 com competência para julgar supostos crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo genocídio, em escala internacional.
É a segunda vez que o TPI abre uma investigação a pedido do Conselho de Segurança da ONU, depois do caso de supostos crimes cometidos na região sudanesa de Darfur, remetido à Corte em 2005.
Em relação a esta investigação, Ocampo acusou, entre outros, o presidente sudanês Omar al Bashir de supostos crimes de guerra, o transformando no primeiro líder em exercício processado pelo TPI.
Além do caso de Darfur, o TPI investiga supostos crimes de guerra em Uganda, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Quênia.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
Líbia estaria impedindo saída de refugiados, diz Reino Unido
DA BBC BRASIL
O governo da Líbia pode estar contendo o fluxo de refugiados ao manter dentro do país milhares de pessoas que tentam cruzar a fronteira com a Tunísia, afirmou nesta sexta-feira uma autoridade britânica.
Em visita à Tunísia, o secretário britânico para desenvolvimento internacional, Andrew Mitchell, afirmou que imagens feitas por satélite indicam que milhares de pessoas que tentam sair do país estão sendo mantidas a alguma distância da fronteira.
Mitchell visitou um campo de refugiados localizado na fronteira entre a Tunísia e a Líbia, onde estão cerca de 18 mil pessoas.
Um correspondente da BBC na fronteira afirma que houve uma grande queda no número de refugiados que deixam a Líbia. Agências internacionais de ajuda humanitária já se mostram incertas se devem manter ou diminuir o ritmo de suas operações.
Os combates na Líbia, entre forças pró e contra o líder do país, coronel Muammar Gaddafi, levaram a uma grande crise humanitária na fronteira do país com a Tunísia. Entre 80 e 90 mil pessoas já fugiram para a Tunísia desde o início da violência.
HELICÓPTERO
Os três tripulantes de um helicóptero da Marinha holandesa foram capturados depois de tentar evacuar dois cidadãos estrangeiros da Líbia. A televisão estatal líbia exibiu imagens da tripulação, assim como do helicóptero e de armamentos.
A emissora afirmou que o aparelho entrou no espaço aéreo líbio "descumprindo a lei internacional". Autoridades da Holanda afirmam que o helicóptero foi capturado no domingo perto da cidade de Sirte, no centro do país, onde iria resgatar dois cidadãos europeus.
Os indivíduos que seriam evacuados - um holandês e outro de nacionalidade não confirmada --foram capturados junto da tripulação. Todos passam bem. O governo da Holanda diz estar negociando a libertação de todos com autoridades líbias.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, afirmou que as notícias sobre a captura foram mantidas vários dias sob sigilo para não prejudicar os diálogos sobre a soltura.
O helicóptero deveria ter atuado em uma operação contra pirataria na Somália, mas foi deslocado para a Líbia em 24 de fevereiro. A cidade de Sirte é considerada a principal área controlada por Gaddafi no centro da Líbia.
TUAREGUES
Centenas de integrantes da comunidade tuaregue de Mali teriam partido em direção à Líbia para se unir às forças leais a Gaddafi, segundo afirmou uma autoridade malinesa.
Os tuaregues são um povo nômade que vive na região do Saara, em países como Níger e a Argélia, além de Mali.
Uma alta autoridade do norte de Mali disse a um correspondente da BBC que entre 200 e 300 tuaregues saíram do país na semana passada. Eles teriam recebido cerca de US$ 10 mil (R$ 17 mil) para lutar, além de US$ 1 mil (R$ 1,7 mil) por dia.
A autoridade afirmou que o governo ficou impotente para conter os tuaregues por não ter controle sobre as suas áreas de fronteira, onde predomina o deserto. Mali e Líbia não fazem fronteira: para chegar de um país a outro por terra, é necessário cruzar a Argélia ou Níger.
Há diversos relatos de que Gaddafi estaria usando mercenários estrangeiros para combater os opositores de seu regime, que enfrentam diariamente as forças do governo e controlam diversas cidades líbias.
BOMBARDEIO
Nesta sexta-feira, a TV egípcia Nile News TV informou que aviões militares bombardearam galpões de munição no leste da Líbia, mas não acertaram o alvo.
O incidente teria ocorrido próximo de uma base militar na cidade de Ajdabiya.
Opositores do regime pediram que novos protestos sejam realizados após as preces da sexta-feira na capital, Trípoli, que continua um bastião do governo.
Na semana passada, o regime reprimiu duramente protestos na capital. Testemunhas disseram que as forças de Khadafi receberam a bala manifestantes que foram às ruas após as cerimônias religiosas.
Desde então a polícia do regime tem sido acusada de uma série de prisões, assassinatos e desaparições contra membros da oposição.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Gaddafi "perdeu a legitimidade e deve deixar o poder".
"As exigências do povo líbio de liberdade, democracia e dignidade têm de ser atendidas", disse Obama em Washington.
Em uma das declarações mais fortes que faz até agora contra o regime da Líbia, Obama afirmou que a saída de Gaddafi é "melhor para seu povo e para seu país" e que seus colaboradores "devem entender que eles serão monitorados e responsabilizados" por atos de violência contra a população.
Na Europa, Reino Unido e França indicaram que apoiam o plano de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia para impedir que as forças leais a Gaddafi lancem ataques aéreos em áreas tomadas pelos rebeldes.
IMPASSE
O repórter da BBC Kevin Connolly, que está na cidade tomada pela oposição, disse que as forças rebeldes e do governo parecem ter chegado a um "impasse".
Nem um nem outro lado demonstram capacidade de mobilizar grandes recursos militares ou bélicos na vasta extensão do deserto líbio, diz o repórter.
"Isto eleva a amargo prospecto de um impasse militar e um vácuo político, no qual negociações a fundo seriam dificultadas pelo objetivo único de Gaddafi de permanecer no poder e o objetivo único dos rebeldes de removê-lo", afirmou Connolly.
Na cidade de Brega, polo petrolífero no leste do país, os rebeldes estão se preparando para novos confrontos, entre especulações de que o líder líbio recrutou mais de 300 mercenários do Mali.
Na quinta-feira, as tropas de Gaddafi bombardearam a cidade, mas não conseguiram atingir alvos petrolíferos. Não houve relatos de fatalidades.
Forças leais a Gaddafi bateram em retirada após enfrentar os rebeldes em Brega na quarta-feira, estacionando em outro polo petrolífero, Ras Lanouf.
No oeste do país, os rebeldes também evitaram que o governo retomasse o controle de Zawiya e Misrata.
A violência já fez com que 200 mil pessoas deixassem o país em direção ao Egito, Tunísia e Níger, estima a Organização Internacional para Migrações.
Na quarta-feira, o promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luiz Moreno Ocampo, anunciou que investigará Gaddafi, seus filhos e seus principais assessores por crimes contra a humanidade.
A Corte disse ter identificado pelo menos nove incidentes que poderiam constituir crimes contra a humanidade, incluindo a suposta matança de 257 pessoas em Benghazi.
Em declarações à BBC, um porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, chamou o processo de "piada" e disse que o caso é constituído puramente a partir de reportagens na imprensa.
DA BBC BRASIL
O governo da Líbia pode estar contendo o fluxo de refugiados ao manter dentro do país milhares de pessoas que tentam cruzar a fronteira com a Tunísia, afirmou nesta sexta-feira uma autoridade britânica.
Em visita à Tunísia, o secretário britânico para desenvolvimento internacional, Andrew Mitchell, afirmou que imagens feitas por satélite indicam que milhares de pessoas que tentam sair do país estão sendo mantidas a alguma distância da fronteira.
Mitchell visitou um campo de refugiados localizado na fronteira entre a Tunísia e a Líbia, onde estão cerca de 18 mil pessoas.
Um correspondente da BBC na fronteira afirma que houve uma grande queda no número de refugiados que deixam a Líbia. Agências internacionais de ajuda humanitária já se mostram incertas se devem manter ou diminuir o ritmo de suas operações.
Os combates na Líbia, entre forças pró e contra o líder do país, coronel Muammar Gaddafi, levaram a uma grande crise humanitária na fronteira do país com a Tunísia. Entre 80 e 90 mil pessoas já fugiram para a Tunísia desde o início da violência.
HELICÓPTERO
Os três tripulantes de um helicóptero da Marinha holandesa foram capturados depois de tentar evacuar dois cidadãos estrangeiros da Líbia. A televisão estatal líbia exibiu imagens da tripulação, assim como do helicóptero e de armamentos.
A emissora afirmou que o aparelho entrou no espaço aéreo líbio "descumprindo a lei internacional". Autoridades da Holanda afirmam que o helicóptero foi capturado no domingo perto da cidade de Sirte, no centro do país, onde iria resgatar dois cidadãos europeus.
Os indivíduos que seriam evacuados - um holandês e outro de nacionalidade não confirmada --foram capturados junto da tripulação. Todos passam bem. O governo da Holanda diz estar negociando a libertação de todos com autoridades líbias.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, afirmou que as notícias sobre a captura foram mantidas vários dias sob sigilo para não prejudicar os diálogos sobre a soltura.
O helicóptero deveria ter atuado em uma operação contra pirataria na Somália, mas foi deslocado para a Líbia em 24 de fevereiro. A cidade de Sirte é considerada a principal área controlada por Gaddafi no centro da Líbia.
TUAREGUES
Centenas de integrantes da comunidade tuaregue de Mali teriam partido em direção à Líbia para se unir às forças leais a Gaddafi, segundo afirmou uma autoridade malinesa.
Os tuaregues são um povo nômade que vive na região do Saara, em países como Níger e a Argélia, além de Mali.
Uma alta autoridade do norte de Mali disse a um correspondente da BBC que entre 200 e 300 tuaregues saíram do país na semana passada. Eles teriam recebido cerca de US$ 10 mil (R$ 17 mil) para lutar, além de US$ 1 mil (R$ 1,7 mil) por dia.
A autoridade afirmou que o governo ficou impotente para conter os tuaregues por não ter controle sobre as suas áreas de fronteira, onde predomina o deserto. Mali e Líbia não fazem fronteira: para chegar de um país a outro por terra, é necessário cruzar a Argélia ou Níger.
Há diversos relatos de que Gaddafi estaria usando mercenários estrangeiros para combater os opositores de seu regime, que enfrentam diariamente as forças do governo e controlam diversas cidades líbias.
BOMBARDEIO
Nesta sexta-feira, a TV egípcia Nile News TV informou que aviões militares bombardearam galpões de munição no leste da Líbia, mas não acertaram o alvo.
O incidente teria ocorrido próximo de uma base militar na cidade de Ajdabiya.
Opositores do regime pediram que novos protestos sejam realizados após as preces da sexta-feira na capital, Trípoli, que continua um bastião do governo.
Na semana passada, o regime reprimiu duramente protestos na capital. Testemunhas disseram que as forças de Khadafi receberam a bala manifestantes que foram às ruas após as cerimônias religiosas.
Desde então a polícia do regime tem sido acusada de uma série de prisões, assassinatos e desaparições contra membros da oposição.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Gaddafi "perdeu a legitimidade e deve deixar o poder".
"As exigências do povo líbio de liberdade, democracia e dignidade têm de ser atendidas", disse Obama em Washington.
Em uma das declarações mais fortes que faz até agora contra o regime da Líbia, Obama afirmou que a saída de Gaddafi é "melhor para seu povo e para seu país" e que seus colaboradores "devem entender que eles serão monitorados e responsabilizados" por atos de violência contra a população.
Na Europa, Reino Unido e França indicaram que apoiam o plano de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia para impedir que as forças leais a Gaddafi lancem ataques aéreos em áreas tomadas pelos rebeldes.
IMPASSE
O repórter da BBC Kevin Connolly, que está na cidade tomada pela oposição, disse que as forças rebeldes e do governo parecem ter chegado a um "impasse".
Nem um nem outro lado demonstram capacidade de mobilizar grandes recursos militares ou bélicos na vasta extensão do deserto líbio, diz o repórter.
"Isto eleva a amargo prospecto de um impasse militar e um vácuo político, no qual negociações a fundo seriam dificultadas pelo objetivo único de Gaddafi de permanecer no poder e o objetivo único dos rebeldes de removê-lo", afirmou Connolly.
Na cidade de Brega, polo petrolífero no leste do país, os rebeldes estão se preparando para novos confrontos, entre especulações de que o líder líbio recrutou mais de 300 mercenários do Mali.
Na quinta-feira, as tropas de Gaddafi bombardearam a cidade, mas não conseguiram atingir alvos petrolíferos. Não houve relatos de fatalidades.
Forças leais a Gaddafi bateram em retirada após enfrentar os rebeldes em Brega na quarta-feira, estacionando em outro polo petrolífero, Ras Lanouf.
No oeste do país, os rebeldes também evitaram que o governo retomasse o controle de Zawiya e Misrata.
A violência já fez com que 200 mil pessoas deixassem o país em direção ao Egito, Tunísia e Níger, estima a Organização Internacional para Migrações.
Na quarta-feira, o promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luiz Moreno Ocampo, anunciou que investigará Gaddafi, seus filhos e seus principais assessores por crimes contra a humanidade.
A Corte disse ter identificado pelo menos nove incidentes que poderiam constituir crimes contra a humanidade, incluindo a suposta matança de 257 pessoas em Benghazi.
Em declarações à BBC, um porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, chamou o processo de "piada" e disse que o caso é constituído puramente a partir de reportagens na imprensa.
China anuncia aumento de 12,7% em gasto militar
DA BBC BRASIL
A China aumentará o seu orçamento militar para 2011 em 12,7%, elevando o gasto para o equivalente a 601,1 bilhões de yuans (cerca de R$ 151 bilhões). O orçamento do ano passado foi de 532,1 bilhões de yuans (R$ 134 bilhões).
O anúncio foi feito um dia antes do início do Congresso Nacional do Povo, no qual o Partido Comunista Chinês irá divulgar o seu projeto nacional para os próximos cinco anos.
Segundo relatos da mídia chinesa, os soldados e oficiais do Exército de Libertação do Povo, como é conhecido o Exército chinês, receberão aumentos de até 40%. Será o terceiro aumento salarial dos militares chineses em seis anos.
A China vem ampliando sua capacidade militar e seus gastos com defesa nos últimos anos. O aumento do orçamento militar no ano passado foi de 7,5%, inferior às médias dos anos anteriores, que sempre ficavam acima de 10%.
Mas Li Zhaoxing, um porta-voz do Parlamento chinês, afirmou que o aumento é justificável. "O orçamento da China com defesa é relativamente baixo para os padrões mundiais'', afirmou. ''A China sempre esteve atenta a formas de restringir seus gastos com defesa", acrescentou Li.
TEMORES
O governo chinês costuma sempre dizer que seus gastos militares são muito inferiores aos dos Estados Unidos. Mas isso não parece ser suficiente para aplacar os temores de países da região, como Japão e Taiwan, que possuem disputas territoriais com a China.
"A modernização da capacidade militar da China, sua crescente atividade, juntamente com uma falta de transparência é um motivo de preocupação", afirmou nesta quinta-feira Yukio Edano, secretário-chefe do gabinete de governo do Japão.
As relações entre China e Japão estão abaladas devido a disputas por ilhas no Mar do Sul da China, onde há vastas reservas de petróleo e de gás.
"Não há dúvida de que o Exército da China está ficando muito mais poderoso", disse Duncan Inne-Kerr, da Economist Intelligence Unit, em Pequim. "Sua habilidade de avançar e de se sobrepor aos seus opositores está claramente aumentando", acrescentou.
ECONOMIA
Mas o analista acredita que há pouca possibilidade de que as disputas territoriais resultem em um conflito militar na região.
"Disputas territoriais são uma preocupação secundária para a China em comparação com crescimento econômico nacional e estabilidade", afirmou Innes-Kerr.
O Congresso Nacional do Povo, que começa no sábado e termina em meados deste mês, deve deixar claro que a economia é a prioridade do país no momento.
De acordo com o correspondente da BBC em Pequim Martin Patience, o combate à desigualdade social deve ser um dos problemas centrais do plano de cinco anos do governo.
Entre outras medidas que deverão ser divulgadas estão gastos com educação e novos programas de serviços sociais.
DA BBC BRASIL
A China aumentará o seu orçamento militar para 2011 em 12,7%, elevando o gasto para o equivalente a 601,1 bilhões de yuans (cerca de R$ 151 bilhões). O orçamento do ano passado foi de 532,1 bilhões de yuans (R$ 134 bilhões).
O anúncio foi feito um dia antes do início do Congresso Nacional do Povo, no qual o Partido Comunista Chinês irá divulgar o seu projeto nacional para os próximos cinco anos.
Segundo relatos da mídia chinesa, os soldados e oficiais do Exército de Libertação do Povo, como é conhecido o Exército chinês, receberão aumentos de até 40%. Será o terceiro aumento salarial dos militares chineses em seis anos.
A China vem ampliando sua capacidade militar e seus gastos com defesa nos últimos anos. O aumento do orçamento militar no ano passado foi de 7,5%, inferior às médias dos anos anteriores, que sempre ficavam acima de 10%.
Mas Li Zhaoxing, um porta-voz do Parlamento chinês, afirmou que o aumento é justificável. "O orçamento da China com defesa é relativamente baixo para os padrões mundiais'', afirmou. ''A China sempre esteve atenta a formas de restringir seus gastos com defesa", acrescentou Li.
TEMORES
O governo chinês costuma sempre dizer que seus gastos militares são muito inferiores aos dos Estados Unidos. Mas isso não parece ser suficiente para aplacar os temores de países da região, como Japão e Taiwan, que possuem disputas territoriais com a China.
"A modernização da capacidade militar da China, sua crescente atividade, juntamente com uma falta de transparência é um motivo de preocupação", afirmou nesta quinta-feira Yukio Edano, secretário-chefe do gabinete de governo do Japão.
As relações entre China e Japão estão abaladas devido a disputas por ilhas no Mar do Sul da China, onde há vastas reservas de petróleo e de gás.
"Não há dúvida de que o Exército da China está ficando muito mais poderoso", disse Duncan Inne-Kerr, da Economist Intelligence Unit, em Pequim. "Sua habilidade de avançar e de se sobrepor aos seus opositores está claramente aumentando", acrescentou.
ECONOMIA
Mas o analista acredita que há pouca possibilidade de que as disputas territoriais resultem em um conflito militar na região.
"Disputas territoriais são uma preocupação secundária para a China em comparação com crescimento econômico nacional e estabilidade", afirmou Innes-Kerr.
O Congresso Nacional do Povo, que começa no sábado e termina em meados deste mês, deve deixar claro que a economia é a prioridade do país no momento.
De acordo com o correspondente da BBC em Pequim Martin Patience, o combate à desigualdade social deve ser um dos problemas centrais do plano de cinco anos do governo.
Entre outras medidas que deverão ser divulgadas estão gastos com educação e novos programas de serviços sociais.
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