Chefe da unidade da CIA no Paquistão deixa o país
DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
O chefe da CIA no Paquistão, que supervisionou a operação que descobriu o esconderijo de Bin Laden, deixou o país asiático por razões médicas, disse um oficial americano.
A CIA não quis comentar o tema.
"O chefe da unidade [da CIA] é um alto e respeitado funcionário que tinha toda a fé e a confiança das pessoas de Washington", disse à AFP o oficial, que pediu para não ser identificado.
"A maioria das pessoas concordam sobre o papel do funcionário em uma das maiores vitórias da inteligência de todos os tempos e significa que essa pessoa é muito efetiva, não importa o que os paquistaneses pensam."
Citando fontes paquistanesas e americanas, a emissora de televisão ABC News disse que não se espera o retorno do funcionário, que estava à frente de um dos postos mais delicados da CIA no mundo.
Esta é a segunda saída do posto em sete meses, depois que seu antecessor foi obrigado a deixar o cargo quando um funcionário paquistanês admitiu que seu nome tinha sido vazado.
Funcionários americanos e paquistaneses disseram à ABC que esperam uma melhora nas relações entre a CIA e a agência paquistanesa ISI, que qualificaram como "extremamente tensas" com o já ex-chefe da central americana de inteligência nesse país asiático.
Ideias, pensamentos, reflexões, crônicas pessoais e profissionais da área de Relações Internacionais, bem como das Ciências Sociais em geral - Política, História, Geografia, Sociologia, Economia, Direito e Psicologia.
sábado, 30 de julho de 2011
Republicanos admitem acordo com governo Obama sobre dívida dos EUA
DE SÃO PAULO
Líderes republicanos no Congresso dos Estados Unidos indicaram neste sábado que estão próximos de um acordo com o presidente Barack Obama a fim de aumentar o teto da dívida americana e evitar um possível calote, segundo informou a rede de televisão norte-americana CNN.
Ainda de acordo com a emissora, duas horas depois, o líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que as afirmações dos republicanos "não eram verdade".
Se o Congresso falhar em aumentar o teto da dívida até 2 de agosto, os americanos podem enfrentar elevação da taxa de juros e a queda do dólar.
Com o aumento do custo das taxas de empréstimo, hipotecas e empréstimos estudantis ficarão mais caros e o efeito será sentido por grande parcela da população.
O líder da minoria no Senado, Mitch McConnel, declarou a jornalistas que falou com Obama e com o vice-presidente, Joe Biden, "na última hora" e que ficou "confiante e otimista" de que haverá "um acordo nisso em um futuro próximo".
Ele afirmou ainda que um calote nacional "não deverá acontecer".
O líder republicano da Câmara dos Representantes (deputados), John Boehner, também expressou otimismo quanto a um acordo --hoje, a Casa rejeitou, por 246 votos contra e 173 a favor, um projeto de lei democrata cujo objetivo era a ampliação do limite da dívida. A proposta precisava de, no mínimo, dois terços para ser aprovada.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também vai encontrar o líder democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ainda hoje. O intuito do encontro é o de que o presidente receba atualizações acerca do debate.
IMPASSE
Há meses a Casa Branca e o Congresso estão envolvidos em negociações para chegar a um acordo que permita elevar o teto da dívida pública dos EUA e, assim, evitar o risco de calote.
Nas últimas semanas, o presidente Barack Obama e líderes dos dois partidos --Democrata e Republicano-- se reúnem quase diariamente, mas ainda não conseguiram solucionar o impasse.
Analistas afirmam que o calote da dívida americana poderia provocar um salto da taxa de juros nos Estados Unidos e potencialmente ameaçar a recuperação econômica mundial.
A oposição republicana exige que um acordo para elevar o teto da dívida seja vinculado a cortes no orçamento americano, para reduzir o deficit recorde, calculado em cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 2,3 trilhões) para o ano fiscal que termina em setembro.
Apesar de representantes de ambos os partidos concordarem com a necessidade de reduzir gastos, há muitas divergências sobre o que cortar e que programas atingir.
Os republicanos se recusam a aceitar qualquer proposta que inclua aumento de impostos. Obama, no entanto, insiste na necessidade de acabar com cortes de impostos que beneficiam a camada mais rica da população, criados ainda no governo de George W. Bush.
Os democratas, por outro lado, relutam em tocar em programas sociais que os republicanos querem enxugar.
DE SÃO PAULO
Líderes republicanos no Congresso dos Estados Unidos indicaram neste sábado que estão próximos de um acordo com o presidente Barack Obama a fim de aumentar o teto da dívida americana e evitar um possível calote, segundo informou a rede de televisão norte-americana CNN.
Ainda de acordo com a emissora, duas horas depois, o líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que as afirmações dos republicanos "não eram verdade".
Se o Congresso falhar em aumentar o teto da dívida até 2 de agosto, os americanos podem enfrentar elevação da taxa de juros e a queda do dólar.
Com o aumento do custo das taxas de empréstimo, hipotecas e empréstimos estudantis ficarão mais caros e o efeito será sentido por grande parcela da população.
O líder da minoria no Senado, Mitch McConnel, declarou a jornalistas que falou com Obama e com o vice-presidente, Joe Biden, "na última hora" e que ficou "confiante e otimista" de que haverá "um acordo nisso em um futuro próximo".
Ele afirmou ainda que um calote nacional "não deverá acontecer".
O líder republicano da Câmara dos Representantes (deputados), John Boehner, também expressou otimismo quanto a um acordo --hoje, a Casa rejeitou, por 246 votos contra e 173 a favor, um projeto de lei democrata cujo objetivo era a ampliação do limite da dívida. A proposta precisava de, no mínimo, dois terços para ser aprovada.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também vai encontrar o líder democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ainda hoje. O intuito do encontro é o de que o presidente receba atualizações acerca do debate.
IMPASSE
Há meses a Casa Branca e o Congresso estão envolvidos em negociações para chegar a um acordo que permita elevar o teto da dívida pública dos EUA e, assim, evitar o risco de calote.
Nas últimas semanas, o presidente Barack Obama e líderes dos dois partidos --Democrata e Republicano-- se reúnem quase diariamente, mas ainda não conseguiram solucionar o impasse.
Analistas afirmam que o calote da dívida americana poderia provocar um salto da taxa de juros nos Estados Unidos e potencialmente ameaçar a recuperação econômica mundial.
A oposição republicana exige que um acordo para elevar o teto da dívida seja vinculado a cortes no orçamento americano, para reduzir o deficit recorde, calculado em cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 2,3 trilhões) para o ano fiscal que termina em setembro.
Apesar de representantes de ambos os partidos concordarem com a necessidade de reduzir gastos, há muitas divergências sobre o que cortar e que programas atingir.
Os republicanos se recusam a aceitar qualquer proposta que inclua aumento de impostos. Obama, no entanto, insiste na necessidade de acabar com cortes de impostos que beneficiam a camada mais rica da população, criados ainda no governo de George W. Bush.
Os democratas, por outro lado, relutam em tocar em programas sociais que os republicanos querem enxugar.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Juro sobe na Grécia, Itália e Espanha com cenário de incerteza
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os juros dos títulos da dívida da Grécia, Itália e Espanha atingiram novos recordes nesta segunda-feira desde a criação da zona do euro.
Diante das dúvidas sobre uma solução para a crise da dívida na região, os títulos com vencimento de 10 anos -- considerados uma referência -- chegaram a 17,72% no caso grego, 6,25% os espanhóis e 5,90% os italianos.
Os juros recordes sinalizam desconfiança dos investidores e aumento da percepção de risco de calote.
Nesta quinta-feira, os líderes da União Europeia se reunirão para tentar fechar um plano de ajuda à Grécia, indispensável para evitar o contágio para economias maiores.
As diferenças de opinião entre a Alemanha e o BCE (Banco Central Europeu) sobre como ajudar a Grécia é apontado como a principal dificuldade para se bater um martelo para um acordo.
Diante do impasse, o nervosismo do mercado não foi dissipado pelo resultado do teste de estresse aplicado nos bancos europeus na sexta-feira passada (15), em que apenas 8 de 90 bancos foram reprovados.
O teste mostrou solidez de bancos italianos e espanhóis, que poderia aliviar as tensões no mercado. Mas o teste foi considerado fácil, por isso a maioria dos bancos foi aprovada.
A avaliação não levou em consideração, por exemplo, um possível calote grego.
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os juros dos títulos da dívida da Grécia, Itália e Espanha atingiram novos recordes nesta segunda-feira desde a criação da zona do euro.
Diante das dúvidas sobre uma solução para a crise da dívida na região, os títulos com vencimento de 10 anos -- considerados uma referência -- chegaram a 17,72% no caso grego, 6,25% os espanhóis e 5,90% os italianos.
Os juros recordes sinalizam desconfiança dos investidores e aumento da percepção de risco de calote.
Nesta quinta-feira, os líderes da União Europeia se reunirão para tentar fechar um plano de ajuda à Grécia, indispensável para evitar o contágio para economias maiores.
As diferenças de opinião entre a Alemanha e o BCE (Banco Central Europeu) sobre como ajudar a Grécia é apontado como a principal dificuldade para se bater um martelo para um acordo.
Diante do impasse, o nervosismo do mercado não foi dissipado pelo resultado do teste de estresse aplicado nos bancos europeus na sexta-feira passada (15), em que apenas 8 de 90 bancos foram reprovados.
O teste mostrou solidez de bancos italianos e espanhóis, que poderia aliviar as tensões no mercado. Mas o teste foi considerado fácil, por isso a maioria dos bancos foi aprovada.
A avaliação não levou em consideração, por exemplo, um possível calote grego.
Assinar:
Postagens (Atom)