Dilma vai receber família Obama em jantar íntimo
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
DE SÃO PAULO
CLAUDIA ANTUNES
DO RIO
A presidente Dilma Rousseff vai receber a família Obama em um jantarzinho íntimo no Palácio da Alvorada, no dia 19 de março.
A ideia é que a família de Dilma --incluindo sua filha Paula, o neto Gabriel e sua mãe, Dilma Jane-- receba o presidente americano, Barack Obama, sua mulher, Michelle, e as filhas do casal, Sasha e Malia.
Podem estar presentes alguns poucos ministros também, como o chanceler Antonio Patriota, mas será um evento "petit comité", segundo apurou a Folha.
Obama será recebido no Palácio do Planalto na manhã de sábado. Paralelamente, haverá uma reunião do Fórum dos CEOs, com dez executivos de cada país. Depois, o presidente e sua comitiva seguem para um almoço de Estado no Itamaraty.
Durante a visita, os governos devem assinar um tratado de cooperação econômica e comercial, que aborda barreiras sanitárias e técnicas, mas não mexe em tarifas comerciais.
Os governos também estudam fazer uma declaração sobre o pré-sal do Brasil. Os EUA estão interessados em assegurar fornecimento de petróleo brasileiro, ainda mais depois das tensões recentes no Oriente Médio.
Brasil e EUA vão assinar um memorando para cooperação e investimentos em megaeventos esportivos.
Já a agenda de Obama no Rio, onde ele estará no dia 20, está bastante indefinida. A decisão final sobre o programa só sairá depois do Carnaval, quando irá ao Rio uma nova equipe precursora de Washington para definir os lugares que Obama visitará.
Existe uma preocupação em garantir que haja público no grande discurso que Obama pretende fazer. A visita cai em um domingo que tem um jogo clássico -Vasco x Botafogo, no Engenhão (zona norte).
A praia de Copacabana, o Forte de Copacabana, o monumento aos Pracinhas, o Maracanãzinho e a Marina da Glória são alguns locais cogitados para o discurso. Tampouco está definida a favela pacificada que será visitada por Obama.
Ideias, pensamentos, reflexões, crônicas pessoais e profissionais da área de Relações Internacionais, bem como das Ciências Sociais em geral - Política, História, Geografia, Sociologia, Economia, Direito e Psicologia.
sábado, 5 de março de 2011
Alemães vão às ruas pedir volta do ex-ministro Guttenberg
DA EFE, EM BERLIM
Milhares de apoiadores de Karl-Theodor zu Guttenberg, o ex-ministro alemão que renunciou nesta semana por ter plagiado sua tese de doutorado, se manifestaram neste sábado em várias cidades da Alemanha para pedir a volta do político conservador.
A ação, organizada pela rede social do Facebook, ocorreu de forma simultânea em oito cidades alemãs, entre elas Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia e o povoado chamado Guttenberg --em homenagem à família nobre do ex-ministro.
Lá se reuniram mais de 2.000 pessoas exigindo seu retorno, entre elas seu pai, que afirmou que o escândalo do plágio foi uma autêntica "caçada" contra seu filho, que era considerado em certos círculos como possível sucessor da chanceler alemã, Angela Merkel.
A imprensa alemã encontrou dezenas de passagens copiadas em sua dissertação sem a correta citação e se iniciou uma campanha contra o então ministro. A Universidade Bayreuth revogou o título de doutor de Guttenberg na semana passada.
Ele admitiu "graves erros" na tese de 2007, mas insistiu que não copiou intencionalmente o trabalho de ninguém. O caso causou grande polêmica na imprensa e levou a pedidos de renúncia da oposição. Na terça-feira (1º), ele cedeu e renunciou.
O número de seguidores do grupo do Facebook que deseja o retorno do ex-ministro continua crescendo e já passa dos 570 mil.
Merkel apoiou Guttenberg durante a crise. Os líderes da oposição disseram que ela não o demitiu por temer perder apoio dos eleitores conservadores, especialmente no Estado de Baden-Wuerttemberg.
Guttenberg foi o ministro mais popular no gabinete de Merkel. Mas a popularidade do aristocrata era baseada na sua imagem cuidadosamente cultivada de honestidade e integridade.
DA EFE, EM BERLIM
Milhares de apoiadores de Karl-Theodor zu Guttenberg, o ex-ministro alemão que renunciou nesta semana por ter plagiado sua tese de doutorado, se manifestaram neste sábado em várias cidades da Alemanha para pedir a volta do político conservador.
A ação, organizada pela rede social do Facebook, ocorreu de forma simultânea em oito cidades alemãs, entre elas Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia e o povoado chamado Guttenberg --em homenagem à família nobre do ex-ministro.
Lá se reuniram mais de 2.000 pessoas exigindo seu retorno, entre elas seu pai, que afirmou que o escândalo do plágio foi uma autêntica "caçada" contra seu filho, que era considerado em certos círculos como possível sucessor da chanceler alemã, Angela Merkel.
A imprensa alemã encontrou dezenas de passagens copiadas em sua dissertação sem a correta citação e se iniciou uma campanha contra o então ministro. A Universidade Bayreuth revogou o título de doutor de Guttenberg na semana passada.
Ele admitiu "graves erros" na tese de 2007, mas insistiu que não copiou intencionalmente o trabalho de ninguém. O caso causou grande polêmica na imprensa e levou a pedidos de renúncia da oposição. Na terça-feira (1º), ele cedeu e renunciou.
O número de seguidores do grupo do Facebook que deseja o retorno do ex-ministro continua crescendo e já passa dos 570 mil.
Merkel apoiou Guttenberg durante a crise. Os líderes da oposição disseram que ela não o demitiu por temer perder apoio dos eleitores conservadores, especialmente no Estado de Baden-Wuerttemberg.
Guttenberg foi o ministro mais popular no gabinete de Merkel. Mas a popularidade do aristocrata era baseada na sua imagem cuidadosamente cultivada de honestidade e integridade.
O estudo das RI é mais do que nunca uma prioridade
O estudo das RI é mais do que nunca uma prioridade
Nas últimas semanas observo, confuso, perplexo e atônito, às considerações, abordagens e tergiversações mistificadoras - baseadas no binônimo cultura/religião - entre os “estudiosos de plantão” na busca de clarificar os principais aspectos das revoltas no mundo árabe.
Segundo Ricardo Young, na Folha de São Paulo, dia 28 de fevereiro p.p, “as revoltas no mundo árabe representam uma reação à miséria e à opressão a que estas populações vêm sendo vítimas há séculos. Excluídas da cidadania e dos avanços da chamada civilização, esses milhões de seres humanos cobram agora seus direitos por trabalho, bem estar e dignidade”. Somado a esse desejo de mudança social, há a necessidade e o anseio de reformas profundas nas instituições sócio-políticas desses países. Aliado ao fenômeno da globalização e os instrumentos tecnológicos advindos dos novos tempos – como a Internet e suas redes sociais – são os elementos catalisadores que desencadearam as ondas de revoltas das populações árabes.
De fato, esses acontecimentos reforçam a relevância cada vez maior do estudo das Relações Internacionais. Como ilustra o professor Ricardo Seitenfus: a “crescente interdependência entre os povos, a impossibilidade de traçar uma linha estanque entre as origens nacionais e as conseqüências dos fenômenos contemporâneos, o surgimento de temas transversais e difusos indicam a complexidade crescente das RI e demonstram sua vitalidade”.
Ou seja, a compreensão lógica do porquê das revoltas que se dão na África e no Oriente Médio ou em outras partes do mundo através do campo das Relações Internacionais nos permite sistematizar e explicar o fenômeno internacional de modo concreto e apropriado nos afastando do ajuizamento de valor, das suposições generalistas, simplificadoras e apressadas.
E a impressão que temos é que a sociedade internacional está tão interligada, tão integrada em um processo de globalização, que situações ocorridas na Líbia podem afetar a nós, brasileiros, do outro lado do planeta. Pensemos no aumento do preço do petróleo! Daí que o problema do outro passa a ser também um problema nosso e o bem estar de cada homem passa a significar o bem estar de toda a humanidade. Nesse contexto, se você não é parte da solução, é parte do problema!
O campo das Relações Internacionais
Como afirma o diplomata e professor de Ciência Política, Alain Rouquié, “as relações internacionais, até há pouco tempo, pertenciam quase que exclusivamente ao domínio dos diplomatas e de especialistas, teóricos ou filósofos. Hoje, o internacional é inseparável de todas as questões que afetam a vida das sociedades e dos indivíduos. Em nosso mundo finito e interdependente, busca-se em vão algo que dele possa se escapar. Mas tamanha ampliação pouco facilita sua compreensão e nós temos mais do que nunca necessidade de um saber internacional pertinente para nos orientar num mundo que perdeu seus pontos de referência”.
Na verdade, quando analisamos um fenômeno internacional, devemos estar atentos às seguintes questões-chave: o que? como? quando? motivações? implicações?
O desafio de responder estas questões paradigmáticas decorre das tentativas intelectuais de definir o que são relações internacionais.
Como diz Rouquié, o estudo das RI: “dá a chave para tornar inteligível o “espetáculo do mundo” e delimitar assim, com exigente rigor metodológico, um campo que cada vez menos se deixa facilmente circunscrever”.
Ipso fato, a resposta a estas indagações devem ser norteadas por meio de formulações teóricas, métodos, dados, hipóteses, variáveis quantitativas e qualitativas das Relações Internacionais para que o fenômeno internacional seja razoavelmente compreendido.
O estudo das Relações Internacionais
De acordo com o professor Ricardo Seitenfus: “a condição multifacetada das relações internacionais impõe um exercício intelectual ausente nas outras disciplinas das ciências sociais e humanas. Seu estudo pressupõe a utilização de parâmetros e utensílios cognitivos que transcendem o alcance das disciplinas pretensamente estanques”.
O campo de Relações Internacionais descende, desde seus primórdios, de uma linha multidisciplinar, como pode ser vista hoje, envolve conhecimentos gerais de direito, economia, administração, sociologia, política, história, filosofia, teologia, antropologia, estatística e, sobretudo, de questões internacionais contemporâneas.
No histórico de formação deste ramo do conhecimento podemos notar que as Relações Internacionais eram diretamente relacionadas aos governos, em especial, nos campos de Estratégia e Diplomacia, sempre ligados, de maneira direta, aos governantes.
Surge no direito e com o passar dos anos, na história, tendo o enfoque aos tratados entre Estados. “Os fenômenos das guerras, das alianças, dos tratados de comércio e amizade, sempre foram a principal preocupação os historiadores, que, muitas vezes, se esqueciam de escrever a história interna dos agrupamentos humanos, para centrar sua análise nos feitos históricos dos grandes líderes, na emergência ou desaparecimento de grandes impérios, em suma, na dominação de um povo sobre outro”, observa o professor Guido Soares.
Outro setor científico que se tem dedicado ao estudo das Relações Internacionais é o do Direito Internacional Público. Esse ramo é relativamente moderno pertencente à Ciência Jurídica, tratando de abordagens parciais de um fenômeno político complexo, que são as relações entre os Estados.
O internacionalista
De acordo com Seitenfus, “as relações internacionais devem ser entendidas como o cruzamento de várias disciplinas em um mundo cujos interesses e valores se interpenetram de maneira irrefreável. O internacionalista - profissional das relações internacionais - competente será aquele capaz de trilhar caminhos para os quais ele não se preparou. Que tenha a coragem de enfrentar o novo, de compreender o outro, de observar e avaliar o mundo com olhos que não são os seus”.
Dessa forma, o internacionalista, dotado de arcabouço enciclopédico, deve ser um intelectual curioso, inquieto, inconformado, uma mente inquisitiva e criativa, idealista por natureza, apto ao aprendizado de idiomas, um humanista nato, com gosto pelas artes, e um espírito multicultural em que a aceitação do outro, do diferente, do estranho, do estrangeiro é uma tendência natural. Aberto e receptivo a novas ideias, o mundo é a sua aldeia.
A descoberta do internacional
A descoberta do internacional e suas dimensões no país e a maneira como isto nos afeta, diretamente e indiretamente, demanda uma compreensão e ação direcionada e imediata.
“O estudo das relações internacionais é mais do que nunca uma prioridade”, conforme alerta Rouquié.
É premente a necessidade de que os brasileiros tenham algum conhecimento de Relações Internacionais. Na Administração Pública, essa demanda é mais evidente. No Poder Legislativo, é fundamental que aqueles que assessoram os legisladores conheçam as principais linhas da política internacional tão bem quanto conhecem a política interna brasileira. Afinal, política interna e política externa estão estreitamente relacionadas: as ações daquela afetarão e serão afetadas por esta e vice-versa.
É o grande desafio e o futuro do Brasil como global player depende disso!
O Brasil, a nação que tende a desempenhar um saliente papel nesta “estranha máquina que se chama mundo”, como disse Camões.
José Renato Ferraz da Silveira
Nas últimas semanas observo, confuso, perplexo e atônito, às considerações, abordagens e tergiversações mistificadoras - baseadas no binônimo cultura/religião - entre os “estudiosos de plantão” na busca de clarificar os principais aspectos das revoltas no mundo árabe.
Segundo Ricardo Young, na Folha de São Paulo, dia 28 de fevereiro p.p, “as revoltas no mundo árabe representam uma reação à miséria e à opressão a que estas populações vêm sendo vítimas há séculos. Excluídas da cidadania e dos avanços da chamada civilização, esses milhões de seres humanos cobram agora seus direitos por trabalho, bem estar e dignidade”. Somado a esse desejo de mudança social, há a necessidade e o anseio de reformas profundas nas instituições sócio-políticas desses países. Aliado ao fenômeno da globalização e os instrumentos tecnológicos advindos dos novos tempos – como a Internet e suas redes sociais – são os elementos catalisadores que desencadearam as ondas de revoltas das populações árabes.
De fato, esses acontecimentos reforçam a relevância cada vez maior do estudo das Relações Internacionais. Como ilustra o professor Ricardo Seitenfus: a “crescente interdependência entre os povos, a impossibilidade de traçar uma linha estanque entre as origens nacionais e as conseqüências dos fenômenos contemporâneos, o surgimento de temas transversais e difusos indicam a complexidade crescente das RI e demonstram sua vitalidade”.
Ou seja, a compreensão lógica do porquê das revoltas que se dão na África e no Oriente Médio ou em outras partes do mundo através do campo das Relações Internacionais nos permite sistematizar e explicar o fenômeno internacional de modo concreto e apropriado nos afastando do ajuizamento de valor, das suposições generalistas, simplificadoras e apressadas.
E a impressão que temos é que a sociedade internacional está tão interligada, tão integrada em um processo de globalização, que situações ocorridas na Líbia podem afetar a nós, brasileiros, do outro lado do planeta. Pensemos no aumento do preço do petróleo! Daí que o problema do outro passa a ser também um problema nosso e o bem estar de cada homem passa a significar o bem estar de toda a humanidade. Nesse contexto, se você não é parte da solução, é parte do problema!
O campo das Relações Internacionais
Como afirma o diplomata e professor de Ciência Política, Alain Rouquié, “as relações internacionais, até há pouco tempo, pertenciam quase que exclusivamente ao domínio dos diplomatas e de especialistas, teóricos ou filósofos. Hoje, o internacional é inseparável de todas as questões que afetam a vida das sociedades e dos indivíduos. Em nosso mundo finito e interdependente, busca-se em vão algo que dele possa se escapar. Mas tamanha ampliação pouco facilita sua compreensão e nós temos mais do que nunca necessidade de um saber internacional pertinente para nos orientar num mundo que perdeu seus pontos de referência”.
Na verdade, quando analisamos um fenômeno internacional, devemos estar atentos às seguintes questões-chave: o que? como? quando? motivações? implicações?
O desafio de responder estas questões paradigmáticas decorre das tentativas intelectuais de definir o que são relações internacionais.
Como diz Rouquié, o estudo das RI: “dá a chave para tornar inteligível o “espetáculo do mundo” e delimitar assim, com exigente rigor metodológico, um campo que cada vez menos se deixa facilmente circunscrever”.
Ipso fato, a resposta a estas indagações devem ser norteadas por meio de formulações teóricas, métodos, dados, hipóteses, variáveis quantitativas e qualitativas das Relações Internacionais para que o fenômeno internacional seja razoavelmente compreendido.
O estudo das Relações Internacionais
De acordo com o professor Ricardo Seitenfus: “a condição multifacetada das relações internacionais impõe um exercício intelectual ausente nas outras disciplinas das ciências sociais e humanas. Seu estudo pressupõe a utilização de parâmetros e utensílios cognitivos que transcendem o alcance das disciplinas pretensamente estanques”.
O campo de Relações Internacionais descende, desde seus primórdios, de uma linha multidisciplinar, como pode ser vista hoje, envolve conhecimentos gerais de direito, economia, administração, sociologia, política, história, filosofia, teologia, antropologia, estatística e, sobretudo, de questões internacionais contemporâneas.
No histórico de formação deste ramo do conhecimento podemos notar que as Relações Internacionais eram diretamente relacionadas aos governos, em especial, nos campos de Estratégia e Diplomacia, sempre ligados, de maneira direta, aos governantes.
Surge no direito e com o passar dos anos, na história, tendo o enfoque aos tratados entre Estados. “Os fenômenos das guerras, das alianças, dos tratados de comércio e amizade, sempre foram a principal preocupação os historiadores, que, muitas vezes, se esqueciam de escrever a história interna dos agrupamentos humanos, para centrar sua análise nos feitos históricos dos grandes líderes, na emergência ou desaparecimento de grandes impérios, em suma, na dominação de um povo sobre outro”, observa o professor Guido Soares.
Outro setor científico que se tem dedicado ao estudo das Relações Internacionais é o do Direito Internacional Público. Esse ramo é relativamente moderno pertencente à Ciência Jurídica, tratando de abordagens parciais de um fenômeno político complexo, que são as relações entre os Estados.
O internacionalista
De acordo com Seitenfus, “as relações internacionais devem ser entendidas como o cruzamento de várias disciplinas em um mundo cujos interesses e valores se interpenetram de maneira irrefreável. O internacionalista - profissional das relações internacionais - competente será aquele capaz de trilhar caminhos para os quais ele não se preparou. Que tenha a coragem de enfrentar o novo, de compreender o outro, de observar e avaliar o mundo com olhos que não são os seus”.
Dessa forma, o internacionalista, dotado de arcabouço enciclopédico, deve ser um intelectual curioso, inquieto, inconformado, uma mente inquisitiva e criativa, idealista por natureza, apto ao aprendizado de idiomas, um humanista nato, com gosto pelas artes, e um espírito multicultural em que a aceitação do outro, do diferente, do estranho, do estrangeiro é uma tendência natural. Aberto e receptivo a novas ideias, o mundo é a sua aldeia.
A descoberta do internacional
A descoberta do internacional e suas dimensões no país e a maneira como isto nos afeta, diretamente e indiretamente, demanda uma compreensão e ação direcionada e imediata.
“O estudo das relações internacionais é mais do que nunca uma prioridade”, conforme alerta Rouquié.
É premente a necessidade de que os brasileiros tenham algum conhecimento de Relações Internacionais. Na Administração Pública, essa demanda é mais evidente. No Poder Legislativo, é fundamental que aqueles que assessoram os legisladores conheçam as principais linhas da política internacional tão bem quanto conhecem a política interna brasileira. Afinal, política interna e política externa estão estreitamente relacionadas: as ações daquela afetarão e serão afetadas por esta e vice-versa.
É o grande desafio e o futuro do Brasil como global player depende disso!
O Brasil, a nação que tende a desempenhar um saliente papel nesta “estranha máquina que se chama mundo”, como disse Camões.
José Renato Ferraz da Silveira
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