quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Papa e presidente libanês pedem fim de conflitos no mundo árabe

DA ANSA, EM ROMA
O papa Bento 16 e o presidente do Líbano, Michel Suleiman, reiteraram nesta quinta-feira a "urgente" necessidade de resolver os conflitos nos países árabes, durante um encontro que mantiveram no Vaticano.
Segundo uma nota divulgada pela Santa Sé, os dois abordaram a "situação no Oriente Médio, com particular referência aos recentes acontecimentos em alguns países árabes" e expressaram "a comum convicção de que é urgente resolver os conflitos na região".
O pontífice recebeu Suleiman por cerca de 30 minutos, durante os quais também demonstrou acreditar que "a formação do novo governo libanês favoreça a desejada estabilidade da nação".
De acordo com Bento 16, o Líbano "representa uma mensagem de liberdade e de respeitosa convivência não só para a região, mas para o mundo inteiro".
"Por isso, é cada vez mais necessária a promoção da colaboração e do diálogo entre as religiões", disse o papa.
EUA SOBEM O TOM

Nesta quarta-feira, em um breve discurso em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, voltou a condenar os atos "ultrajantes" de violência do regime do ditador Muammar Gaddafi contra os civis e disse que seu país estuda várias medidas contra a Líbia --desde sanções unilaterais até ações conjuntas com outras nações.
O presidente americano condenou fortemente o "banho de sangue inaceitável" que ocorre no país após os repetidos ataques militares contra a própria população e disse que o mundo precisa "falar com uma só voz".
Obama destacou ainda que os protestos na Líbia e na região são gerados pelo próprio povo e que não têm influência alguma de Washington ou de qualquer outro país e destacou uma frase de um líbio como emblemática para caracterizar os motivos das revoltas: "só queremos viver como seres humanos".
Entre as medidas concretas que o governo americano já tomou em reação à crise estão o alerta às suas embaixadas e consulados para dar total assistência aos americanos que tentam deixar a Líbia; o envio do sub-secretário do Departamento de Estado, Bill Burns, a diversos países da região e da Europa para debater as revoltas; e a presença de Hillary Clinton em Genebra na segunda-feira (28) para debater uma "ação multilateral" junto a outros países que integram o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Tarso vai propor mínimo de R$ 610 para RS

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), anunciou nesta quarta-feira
(23) que encaminhará à Assembleia Legislativa um projeto de lei para fixar em R$ 610 o salário mínimo regional no Estado. O reajuste é de 11,6%.
No mesmo dia, o Senado vota o piso salarial proposto pelo governo: R$ 545.
Alckmin anuncia mínimo de R$ 600 para São Paulo
Itamar discute com Sarney e ironiza mínimo de R$ 545
O mínimo regional, que abrange 1,13 milhão de trabalhadores gaúchos, tem quatro faixas: R$ 610, R$ 624,05, R$ 638,20 e R$ 663,40.
Antes do anúncio, Tarso manteve reuniões com representantes de entidades empresariais e de centrais sindicais.
O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do RS), Paulo Tigre, afirmou que a manutenção do mínimo estadual estimula o emprego informal e tira competitividade das empresas gaúchas em relação aos outros Estados.
O presidente da seção gaúcha da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Celso Woyciechowski disse que o reajuste proposto aponta para a "retomada de crescimento e valorização do piso regional".