quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Missão: Salvar o mundo

Missão: Salvar o Mundo
Quase todos os países do planeta unidos por um ideal


Diogo Zambello

diogo_zambello@hotmail.com

Estabelecer a paz mundial, auxiliar na colaboração entre as nações, gerar valores de democracia, promover o respeito aos direitos humanos, evitar mais uma guerra mundial e solucionar problemas globais como pobreza, fome, degradação ambiental etc. Achou ambicioso? Estes são os principais objetivos da ONU, a Organização das Nações Unidas.

Divulgação

Atualmente a ONU é formado por 192 Estados soberanos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1919, foi criada a Liga das Nações, cujo objetivo era manter a paz no mundo. Com a eclosão da Segunda Guerra, porém, a Liga foi dissolvida, mostrando a necessidade de um órgão internacional poderoso que pudesse dar conta dos impasses entre as nações. Um dos grandes problemas da Liga era a ausência das superpotências, como por exemplo, os EUA.

Em 1941, durante a Segunda Guerra, foi criado o Tratado do Atlântico, organizado por Estados Unidos e Reino Unido. O documento previa a luta contra o Eixo e contou com a assinatura de 26 países do bloco capitalista. Caminhando para o fim da Guerra, em 1944, Estados Unidos, Reino Unido, França, União Soviética e China, organizaram e redigiram outro documento, o Tratado das Nações Unidas. O documento foi ratificado originalmente por 50 países durante uma conferência realizada em São Francisco, nos EUA, em abril de 1945. Oficialmente, porém, a Organização foi fundada meses depois, em outubro desse mesmo ano.

Hoje, a ONU, sediada em Nova York, é formada por 192 Estados soberanos - praticamente todas as Nações do mundo. Seus membros estão ligados por meio da Carta da ONU, um tratado que dispõe sobre os direitos e deveres da comunidade internacional. Segundo o Cientista Político, José Renato Ferraz da Silveira, “a ONU é uma instituição democrática a medida que procura representar todos os seus países signatários”.

A estrutura da Organização é composta por seis principais órgãos, Assembléia Geral, Conselho de Segurança, Secretariado, Conselho Socioeconômico, Corte Internacional de Justiça e o Conselho de Tutela – hoje em dia desativado.

Ele é o cara

Ele é “O Cara”
Carisma e diplomacia trouxeram fama e status à Lula


Nathália Boni

nathaliaboni@hotmail.com

O presidente Lula foi escolhido personagem do ano pelo jornal espanhol "El País" e qualificado pelo líder do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, como um "homem cabal e tenaz", em um artigo publicado no site do diário, no dia 10 de dezembro. "Seguindo o caminho aberto por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país de um futuro que nunca chegava para se transformar em uma formidável realidade, com um brilhante porvir e uma projeção global e regional cada vez mais relevante". Com esse discurso, o líder espanhol exemplifica o sucesso internacional que Lula alcançou.

Alex Majoli - El País

José Luis Rodriguez Zapatero, líder do governo espanhol, considera Lula "um homem que assombra o mundo"

Eleito em 2002, Luís Inácio Lula da Silva iniciou seu governo em meio a desconfianças e incertezas. “Estaria sendo alçado ao poder um presidente que, de forma efetiva, lutaria em prol da classe menos abastada de nosso país? A promessa de crescimento econômico e da importância do Brasil em nível mundial tornar-se-ia real?”, questiona Marcelo Haydu, mestrando em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo e pesquisador do Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos (Gapcon – UCAM). Essas eram perguntas feitas por milhares de brasileiros e autoridades que estavam na expectativa sobre o que aconteceria no mandato de um ex-metalúrgico do ABC Paulista.

Hoje, sete anos depois, o ex-sindicalista é uma figura reconhecida em todo o mundo, com fama e status de personalidade artística. “No consenso geral da sociedade internacional, o presidente Lula é apontado como um sujeito político capaz de liderar uma força mundial para resolver impasses internacionais, como por exemplo, o conflito entre o Irã e Israel”, explica o doutorando em Ciências Políticas pela PUC-SP e professor da Universidade Federal de Santa Maria - RS, José Renato Ferraz da Silveira. Com credibilidade e autonomia em seu discurso, Lula chegou a ser chamado de “O Cara” pelo presidente estadunidense, Barack Obama.

Google Imagens

Presidente americano Obama não poupa elogios ao líder brasileiro

Obama, inclusive, não poupa elogios ao líder brasileiro, a quem julga ser o mais popular entre os políticos. “O bom relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e com alguns países europeus faz crescer a esperança da aceitação do país como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, desejo brasileiro há muito tempo”, comenta o pesquisador Haydu.

A aprovação de Lula não é só no âmbito internacional. Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha aponta que 70% da população brasileira apóia o governo Lula. É inegável que ao longo de dois mandatos, Lula tornou-se uma figura carismática, que atrai principalmente a camada mais pobre do país. “O atual governo é muitas vezes lembrado pelo trabalho direcionado aos mais pobres, visando à diminuição da desigualdade social no país, tendo em alguns casos, como por exemplo, no Programa Bolsa Família, resultados muito expressivos”, afirma Marcelo Haydu.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Por que chorinho e Kung fu?

Terça feira, dia 19 de maio p.p, fiz lançamento do meu primeiro livro “solo” intitulado “Sob o Signo da Fênix”. De fato, o lançamento foi um sucesso. Mais de 300 pessoas estiveram no Teatro Edson Celulari. Tivemos além da noite de autógrafos, sorteios de camisetas e livros. Muitos risos! Muita alegria! Muita emoção! E é claro tivemos as apresentações do grupo musical Cinco companheiros (de chorinho) e o Kung Fu. Muitos amigos e colegas questionaram-me sobre chorinho e Kung Fu? Existiria alguma relação entre essas duas expressões artísticas? Ou não passou de uma sandice do autor?
Pois bem, existem algumas razões pessoais. Em primeiro lugar, sou bacharel em Relações Internacionais. E nada mais adequado do que reunir num lançamento de livro de um internacionalista a tradição cultural do Ocidente e Oriente. Vale mencionar que o chorinho, como música popular brasileira, tem mais de 130 anos de existência e abriga na sua origem histórica diversos estilos musicais: europeu, africano e nativo de nossa terra. Eita Globalização danada!
A propósito, caro leitor, tivemos a autorização do Ministério da Educação para funcionamento do curso de Relações Internacionais na Faculdade IESB-PREVE.
Essa área do saber humano é uma carreira nova e inovadora nos currículos universitários. Estima-se estar em torno de próximo de cem o número de cursos de Relações Internacionais autorizados pela Secretaria de Educação Superior (SESu), do Ministério da Educação no Brasil (MEC).
“Parece que estamos passando por uma descoberta do internacional e suas dimensões no país e a maneira como isto nos afeta, demandando uma compreensão e ação direcionada e imediata. Muitas vezes, porém, estas respostas têm sido inadequadas e incompletas, pois não existem profissionais suficientemente qualificados para responder a essa demanda”, afirma a professora Cristina Soreanu Pecequilo do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero).
O estudo das Relações Internacionais não são novidade, no universo do conhecimento humano. “Os fenômenos das guerras, das alianças, dos tratados de comércio e amizade, sempre foram a principal preocupação os historiadores, que, muitas vezes, se esqueciam de escrever a história interna dos agrupamentos humanos, para centrar sua análise nos feitos históricos dos grandes líderes, na emergência ou desaparecimento de grandes impérios, em suma, na dominação de um povo sobre outro”.
Outro ramo das Ciências Sociais que teve decisiva importância nas Relações Internacionais, foram os estudos sobre a política, em especial, nos campos de Estratégia e Diplomacia, sempre ligados, de maneira direta, aos governantes.
Outro setor científico que se tem dedicado ao estudo das Relações Internacionais é o do Direito Internacional Público. Esse ramo é relativamente moderno pertencente a Ciência Jurídica, tratando de abordagens parciais de um fenômeno político complexo, que são as relações entre os Estados. Portanto, o campo das Relações Internacionais abrangem uma gama variada de temas, que vão desde crises e negociações internacionais, relacionar-se com o mercado de investimentos, análises da conjuntura interna e externa e mais elaboração de estudos, diretrizes estratégicas e projetos logísticos para garantia do desenvolvimento sustentável do Brasil, entre outros. Hoje os especialistas procurados pela imprensa para explicar os acontecimentos saíram de cursos de graduação, mestrado e doutorado em relações internacionais, espalhados pelo Brasil. Além do Congresso Nacional, as organizações não-governamentais, as Câmaras de Comércio, Consulados, Embaixadas estrangeiras, indústria estrangeiras, o alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, escritórios de advocacia, federações estaduais de indústria, bancos, empresas e jornais são segmentos do mercado que absorvem os formandos em relações internacionais, seja em programas de estágio ou para ocupar cargos efetivos.
Apesar da absorção cada vez maior do profissional de Relações Internacionais, o mercado o conhece relativamente pouco. O que se constata é que não existe, ainda, no país, quantidade de profissionais suficientemente habilitados para atender um mercado com tais necessidades. Daí o surgimento dos cursos, não só em nível de graduação em Relações Internacionais, mas também como de dezenas em pós-graduação lato sensu e stricto sensu, em todo o país.
A tendência inexorável do mercado profissional de Relações Internacionais no século XXI em termos de Brasil é de crescimento.